sexta-feira, 27 de junho de 2008

oh! - an understanding of ourselves.

Li no blog da Alessandra (a.k.a. Lelê) do famoso Te Dou Um Dado?, como escolher ao acaso o nome da sua banda, o título do álbum e também a foto da capa.



Então, vou fazer o meu.
1 - O título desse verbete aleatório da Wikipedia. Nome do grupo: Oh!.

2 - As quatro últimas palavras da última frase dessa página de citações randomizadas. Título do disco: An Understanding Of Ourselves.

3 - A terceira foto dessa página de interessantes do Flickr. Capa do disco:

moderneo.

Eu me considero moderninho, porém, com a declaração que eu vou fazer, se você quiser me tirar desse nicho, sinta-se a vontade.
Eu detesto música eletrônica.
Tá, não toda ela. Tem umas vertentes que eu acho legais, como o electropop. Mas a maioria, pra mim, é de querer morrer.

Tanto é que, sexta passada, eu fui com dois amigos em uma balada de... hm... ahn... House? A gente só entrou, porque era a única coisa grátis que tinha no horário. Ficamos 2 minutos e já estávamos completamente encharcardos de suor de tédio. Aí que (claro, eu) tive a genial idéia de cantar músicas conhecidas com o bate-estaca. Deu super certo, rendeu mais uma meia hora de balada. Ficadica.

Modernetes, quero ver quem vai me falar que eu traí o movimento.

taniko.

Minha contabilidade de quantas apresentações eu vi d'"Os Sertões", do Teatro Oficina.
A Terra - 15 vezes.
O Homem I - 30 apresentações.
O Homem II - 10.
A Luta I - 2 ensaios
A Luta II - 1/2 peça.

Hoje, no site da UOL Diversão e Arte, tem um link pra um album de fotos da nova peça do Oficina, "Taniko", que homenageia o centenário da imigração japonesa ao Brasil. Abri, porque, além de outro dia ter visto fotografias de outra obra de Zé Celso Martinez Correa, "Vento Forte Para Pagapagaio Subir", eu gosto de ter esse sentimento de nostalgia, afinal, esse Teat(r)o me traz recordações fortes, sejam boas ou más.
Por um lado, ter visto a adaptação de Euclides da Cunha 57,5 vezes me fez crescer como pessoa, como ator e também não ter preconceitos com (praticamente) nada.
Por outro, me faz ter uma visão crítica acerca das escolhas do diretor e também de toda sua obra, já que não sinto a necessidade de ver "Taniko", porque as fotos me mostraram que é mais do mesmo. Claro que, se eu estivesse em São Paulo agora, eu iria assistir, porém não é uma coisa que eu me arrependa de não viver. Afinal, eu já provei todas as ondas (/A Terra) mais de cinquenta vezes e meia... o que as vezes me parece passar do ponto e isso pode ser percebido com meu auge na segunda parte e depois o decrescente em relação às peças seguintes.

Escrevi tudo isso e fui procurar quantas 6 horas de duração tinha a peça, quando me deparei com uma crítica do Sérgio Salvia Coelho (que já foi meu professor no Célia Helena e - diga-se de passagem - acho que num ia com minha cara, só porque eu dei um tapa na cara dele, num exercício de classe) falando da nova empreitada do Oficina. Bem, "Os Sertões" era tão grande, juntando tudo dava 30 horas de espetáculo, que o que o Sérgio escreve sobre "Taniko" se encaixa como análise de algum momento da saga anterior.
Então, continuo achando que novidade aí, não há.
Aliás, um dos preconceitos que o Zé Celso criou em mim é que teatro com mais de 1 hora de duração, não merece respeito. Assim que eu acho que ele sacou e... "Taniko" tem 60 minutos. Não, não... escrevi certo: mi nu tos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

mocidade.

Caminhando por aí, as vezes você cruza três velhinhos que te olham, sentados em um banco do parque. Não é uma mirada de julgamento ou de desprezo, mas de curiosidade.
Eles lá com esse pensamento e eu fico intrigado:
- O que passa na cabeça deles ao ver um jovem de 23 anos (que modéstia a parte, parece menos) com camiseta amarela, fone de ouvido escutando música enquanto anda e grandes óculos de aro azul?

"Ah, essa juventude!"

chôu: la casa azul.

Sexta-feira 13. Show d'La Casa Azul. Grátis na festa de Santo Antônio de la Florida.
Convidei o Luis, colega da escola e amigo canário, e a Michal, ex-companheira de apê israelense. Nos encontramos todos em casa, pra beber. Na verdade, só eu que tomei um copo de vodca com coca. E aproveitei pra levar uma garrafinha de água cheia disso aí.
Saímos em direção ao concerto e chegando perto, percebi que já tinha começado. Ouvi, naquela multidão de ruídos, o refrão de "La Revolución Sexual". Saí correndo e me perdi do povo. Depois encontrei e me diverti muito no meu primeiro da banda.
Fiquei tão alegre (de vê-los e do grau de álcool) e cantei e pulei e falei com as pessoas e dancei... tanto é que veio uma menina me pedir um autógrafo no braço.
Eu: Oi? Não sou o Guille Milkyway.
Ela: Tudo bem, eu gosto da sua dança.
Eu: Ok.
E (acho que) escrevi meu nome lá.
Claro que ele cantou "Esa Noche Solo Cantan Para Mi" e foi só pra minha pessoa. Quis quase morrer, só não inteiro, porque queria continuar ouvindo.

(Repare na minha escrita, compare com qualquer post de dois meses atrás e perceba o meu nível de inspiração.)

Agora, dia 3 de Julho tem apresentação d'The Ting Tings, grátis também, no Ocho y Medio. Mais uma boa oportunidade pra repetir tudo outra vez. Ueba!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

balança.

Tô cansado de jogar FreeCell, de ouvir as mesmas músicas, de ver pessoas iguais nas baladas, de não ter inspiração, de não estar apaixonado. Fatigado de não ter forças pra levantar meu braço pra arrumar meu quarto. Dar um jeito na minha vida.
Não quero ficar esperando a sorte bater na minha porta, porém algo poderia tocar a campainha.
É tão difícil assim conseguir um emprego, ter meu dinheiro?
Aborrecido das coisas não darem tão certo quanto eu imagino que mereço. Porque eu sou digno de receber muitas coisas, depois de tudo o que eu passei (sem querer ser prepotente, sai da minha sala)... digo, na depressão que eu me encontrava há uns meses.
Tem uma letra de uma banda aí brasileira que diz: "os deuses vendem, quando dão, melhor saber". E apesar de não ter exatamente o sentido que eu quero passar, eu acredito numa filosofia que pode ser lida através dessas palavras: tudo que acontece de mal pra gente, uma hora passa algo bom, pra balancear. Se "x" coisas ruins te acontecem, "x" boas também vão aparecer.
Aí, fica minha pergunta: ONDE ESTÁ A INCÓGNITA BENIGNA?

Oi? Alguém avisa que Europa não é a Disneylândia? Beijos.

P.S. - Cansado também de não poder falar sobre minha vida pessoal nessa porra. Saco.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

alex turner.

Não vou dizer nada que me comprometa, afinal, minha mãe não deixa. Então, mostro um video e peço pra que todos assistam, vocês vão me entender.



The Last Shadow Puppets - "The Age Of Understatement".

E aí?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

tiago bianchi.

Um pouco mais de um mês atrás, coloquei a enquete do Thiago/Tiago.
Era para durar uma semana, mas como esse tempo passou e tinha, sei lá, 2 votos até então, decidi prorrogar e deixar por 30 dias. E não é que uma multidão de 16 pessoas votou?
Claro, o resultado foi meique óbvio. Com H ganhou.

Eu quero ter um filho só. Nem mais, nem menos. E que seja menino. E chame Tiago.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

quentin.

Eu adoro quando eu aprendo cinema assistindo cinema.

François Truffaut, com sua linguagem metalinguística, me mostrou os bastidores de uma filmagem com seu, para mim o filme da minha vida, "A Noite Americana".
Jean-Luc Godard, com seu jeito teórico, também colocou película dentro de si mesma no ótimo "O Desprezo", longa com um dos planos mais bonitos que eu já vi: Brigitte Bardot, óculos escuros, mar.
Cito os dois da Nouvelle Vague para falar de um terceiro, contemporâneo e que talvez não tenha nada que ver com esses dois, que, mesmo tendo estudado a sétima arte na videolocadora que trabalhava, me ensina muito quando vejo qualquer de suas obras.

Quentin Tarantino.
Essa semana vi as duas partes de Kill Bill, pela enésima vez. Aqui não há encenação de rodagem em nenhum frame, porém, com todas as suas citações (de western, de japoneses, de drama, de comédia) ele faz um filme com tanta unidade e tudo acaba se encaixando tão perfeitamente.
Eu tenho impressão de que, quando ele estava escrevendo o roteiro, ele psicografou cada frase de algum deus lá em cima. E uma das coisas que eu mais gosto de ver, quando assisto a seus filmes, são os diálogos certeiros. Combinando isso com seu talento para dirigir todos os atores e escolher os melhores ângulos para colocar sua câmera e claro, a trilha sonora que eu sempre me pergunto: onde diabos você encontrou uma música tão perfeita?
Sem contar que ele parece ser um cara tão legal, esse Samuel Rosa ianque.

Entre os poucos diretores que eu realmente gosto, ele certamente tem seu lugar garantido. Sentado ao lado dos dois citados acima.