segunda-feira, 9 de novembro de 2009

chôu: arctic monkeys.

Um concerto compacto, sem muitas interrupções nem interações com o público. Rápido e eficiente, cumprindo a que veio. Foi assim, resumindo em algumas frases, a segunda apresentação da banda Arctic Monkeys em Paris no dia 6 de novembro, no Le Zenith, para promover seu terceiro disco, "Humbug".

As cortinas se abriram por volta das 9 horas da noite, revelando toda a banda que começava a tocar a oitava música do último album: "Dance Little Liar".

Só fazia parte do cenário a bela iluminação feita com refletores, que tomavam uma posição a cada faixa, por trás dos músicos. Havia também o grande refletor frontal, usual em shows de grande porte, que provocava a sombra deles em um tecido branco no fundo do palco. E nas laterais, dois telões em formato retangular vertical mostravam o que acontecia, de perto, para aqueles que estavam longe. Diga-se de passagem que as imagens ali mostradas tinham dois tons de cores que mudavam acompanhando a luz do cenário vindas de câmeras de vigilância instaladas perto da banda.

Como já foi muito falado, a banda vem amadurecendo, "Humbug" é um disco mais sóbrio, mas duro e menos feliz que os dois anteriores e aqui, eles se apresentam com o cabelo na cara, escondendo o olhar, não querendo mostrar que viraram adultos. O show apresenta 9 canções novas e 10 de "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not" e "Favorite Worst Nightmare". Pontos altos em "I Bet You Look Good On The Dancefloor", talvez a mais conhecida da banda; "Do Me a Favour", com seus belos versos; e "Secret Door", uma balada roqueira que, em sua metade, durante a apresentação, recebia uma explosão e uma chuva de papéis, lindo.

Senti falta de "The Bad Thing", do segundo trabalho e da faixa mais dançante dos macacos: "Dancing Shoes", saí de lá, com meus calçados para dançar frustrados.

Um bom show, contrário do que me diziam, que os Arctic Monkeys não eram bons ao vivo. São secos, rápidos, mas competentes. Frios, como bons macacos do ártico.

Setlist:
1. Dance Little Liar
2. Brianstorm
3. This House Is A Circus
4. Still Take You Home
5. I Bet You Look Good On The Dancefloor
6. Sketchead
7. My Propeller
8. Crying Lightning
9. Dangerous Animals
10. The View From The Afternoon
11. Cornerstone
12. If You Were There, Beware
13. Pretty Visitors
14. The Jeweller's Hands
15. Do Me A Favour
16. When The Sun Goes Down
17. Secret Door
Bis:
18. Fluorescent Adolescent
19. 505

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

foda.

Só queria deixar claro que, ainda que seja um comentário completamente sem lugar e até anacrônico, e eu penso que devo começar a educar meus queridos leitores, Roberto Carlos é foda. E quem não acha isso que se foda! Obrigado.



UPDATE: E o Caetano também (que é o maior cantor-compositor do Brasil e tenho dito!).



(mudando o nome do blog pra "pé na música")

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

e o vento levou.

Ai de quem negar que ela é uma das atrizes mais interessantes, bonitas e sexys do mundo. Com sua boca carnuda e seus, geralmente, cabelos loiros, já trabalhou com diretores consagrados como Woody Allen, Sofia Coppola, Christopher Nolan, Brian de Palma e claro (/ironia) Michael Bay (o culpado por "Transformers"). E isso tudo porque ela (ainda) só tem 24 anos.

Scarlett Johansson tem 34 filmes no currículo. E o próximo será a continuação do sucesso de 2008, "Homem de Ferro 2", onde aparece com uma cabelereira ruiva, interpretando a Viúva Negra.

Porém, para não fugir nunca mais do eterno tema, venho aqui pra comentar sobre a estrela de cinema não, quero falar da sua carreira musical.

Scarlett lançou o disco "Anywhere I Lay My Head", no ano passado, com músicas de Tom Waits. Ouvi uma ou outra vez e não gostei muito. Mas resolvi dar outra chance à nova cantora escutando "Break-Up", que ela gravou com Pete Yorn. E a maioria das faixas, todas compostas por ele (com exceção para um cover de Chris Bell, "I Am The Cosmos", de 78), me cativaram. Tem alguma coisa na vez de Scarlett que usa todos os atributos físicos e mesmo os dramáticos dela.

Destaque para esta:


Ela só precisa ter uma pouco mais de atitude, onde está toda a sua desenvoltura, hein, Scarlett?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

horchata.

Horchata é uma bebida feita de chufa, uma planta que dá na Espanha, nos arredores de Valencia, a única cidade grande e turística que eu visitei quando morei naquele país (tirando Madri, claro). Minha tia morava lá, fazendo doutorado em Espeleologia e eu fui visitar algumas vezes.

Porém, a primeira vez que eu experimentei desse líquido que parece um pouco leite, porém de origem vegetal, foi na capital espanhola mesmo, em julho de 2008, naquele calor infernal da "meseta", apresentado pelo "horchato" Diego Bacaicoa: "hum, que rica la horchata!"

É uma bebida para provar. Ou você gosta ou você detesta. E se você quer mais, corre o risco de enjoar.

E agora eu estou aqui, numa terra que não tem horchata e me bateu uma saudade. Ah!

Falei tudo isso, para não fugir da tradição e continuar também apresentando as primeiras músicas de trabalho dos futuros cds de gente que eu gosto.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

décima primeira dimensão.

Esse blog tá começando a virar um reduto de música (dos sete posts anteriores, apenas um não era relacionado com esse assunto). Não estou reclamando, afinal a música permeia meu ser, desde eu, como disse no texto anterior, querer fazer parte do Alphabeat, até meu pai que é sambista profissional.

"Oh, eu tenho música saindo das minhas mãos, dos meus pés e dos meus beijos, whoo."

E esse novo artigo, que digito agora, não poderia ser diferente. Mudando somente o gênero. Saindo um pouco do pop (que, quando bem feito, é minha paixão), e chegando no rock, na verdade, numa coisa mais eletrônica proveniente de lá.

O primeiro single do novo disco do líder do Strokes, que já foi meu grupo favorito em uma época, Julian Casablancas. Não somente por ele dar a voz à banda, essa sua nova entrega parece um pouco as músicas que ele fazia em grupo, agora com sintetizadores. Com seu jeito melancólica, ele se sai muito bem assim como o projeto de seu colega Fabrizio Moretti, o Little Joy. Uma letra sem muito sentido lógico, com uso de primeira e terceira pessoas, o que importa é a melodia e sua forma de cantar, e claro, o uso de um riffzinho viciante por baixo da voz cuidadosamente preguiçosa.

Para tocar em qualquer clubinho de rock e dar uma sensação boa na pista de dança.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

alfavideo.

Ok, eu sei que falei deles demais. Mas é que nesses últimos tempos que todos estamos vivendo, eles são para mim, a banda mais cool do planeta. Com sua evolução dos 80 para os 90, eu precisava mostrar o clipe novo, porque eu quero mostrar pra todo mundo (que lê esse blog) que existe vida inteligente no pop, certo?

Com vocês, pela terceira vez em menos de um mês, Alphabeat:



É por culpa dessa banda que eu tenho um fetiche por dinamarqueses, por isso eu pergunto: há como negar o charme da vocalista Stine Bramsen com seu vestidinho de paetês ou a fofura do cara que canta, chamado Anders SG, com seu jeitinho meio retardado?

Eu quero ter uma banda como essa, quero me vestir como eles e quero fazer música divertida e com boas influências igual.

Que viva a Dinamarca!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

bebê.

Quero ser chamado de Michael Jackson, não. Nem pensem coisas más de mim. Nem mandem fechar o blog por pedofilia... mas oi? Não é o bebê mais lindo que você já viu em toda a sua vida?

Parabéns, Renault, por espalhar essa publicidade por Paris e me colocar um sorriso de felicidade todos as manhãs que pego o metrô.

Tem outra foto de uma menininha fazendo uma dancinha.



Que meu filho nasça com o mesmo tanto de fofura, por favor!