domingo, 6 de abril de 2008

la mejor marcha de madrid.

Alguns meses atrás, fui a Low Club. Saí de lá dizendo ter encontrado a Lôca de Madrid (e com isso digo, uma balada que eu pudesse freqüentar e me sentir bem dançando, vendo gente como a gente e tudo mais). Fui mais algumas vezes e me decepcionei completamente. Nunca mais voltei depois de ter entregado um cd com meu set, com intenção de tocar lá (porque eles têm uma Pop Room e tinha tudo a ver).

Hoje, acabo de voltar da Sala Wind, festa Elástico. Pela terceira vez que fui, posso dizer que me encontrei na noite de Madrid. Três é demais (para saber se um lugar te agrada ou não).
Já escrevi sobre os sábados madrilenhos nesse post. E assino embaixo tudo o que disse antes.
O caminho de casa, andando a pé pela Gran Via, sempre é tão bom depois de me esbaldar com as canções que tocam ali. E sempre vou embora alegre, com fone de ouvido, dançando como se estivesse lá dentro, ouvindo o que os DJs tocam.
Repito, simbora lá sábado de novo, nêgada!

"This song is not for you lovers
Woo-oo-oo
Don't stop push it now
And I will give it all to you"
The Sounds - Tony The Beat

sexta-feira, 4 de abril de 2008

preconceito brasileiro.

As vezes, eu conheço um espanhol que me diz: "Mira, yo tengo un amigo brasileño... voy a presentarte a él". No fundo, no fundo, eu não quero conhecer. É preconceito, eu sei. Aí, quando faço a negação, faz um cara de estranhamento e me faz uma pergunta que é tão difícil responder com as devidas palavras.
"Olha, é que... bem... hm... os brasileiros que vêm para cá são o oposto do que eu sou." Bem, não é uma resposta boa.
"Os do meu país que decidem imigrar para a Espanha (ou qualquer outra parte do primeiro mundo), querem fazer a vida, ganhar dinheiro e mandar para a família... não que eu tenha algo contra isso, só que é um povo sem cultura, com menos de 2400 palavras no vocabulário e que manter uma conversação que seja ao menos interessante é difícil." Acho que está melhor explicado, mas o sentimento num dá pra explicar com palavras.

Tentarei explicar:
Estava eu na academia e outro dia, fiz amizade com um brasileiro. Ontem, como quem não quer nada, só pra conversar, fui perguntar o que ele fazia aqui. Sua resposta: "Ganho dinheiro!" "Uhn, trabalhando em quê?" "Eu não trabalho, ganho dinheiro." "E como ganha dinheiro?" "Fazendo nada". Bem, talvez lendo isso que eu escrevi, haja um tom de coleguismo ou de ironia simpática, mas não, havia um ar de superior na fala dele, como se ele fosse melhor, mesmo sendo um ilegal aqui e lá fui eu "tipo, oi, espera aí que eu vou colocar meu fone pra não ouvir mais sua voz, bjo(não)meliga." Sim, me subiu o ego e retruquei, mesmo que internamente.

Deu pra entender?

De qualquer jeito, eu continuo com meu preconceito, mas é um preconceito vazio, oco, porque na verdade, eu não desisto de falar português com um conterrâneo.

sábado, 29 de março de 2008

madrid.

Hoje, tinha o retorno de uma amiga francesa, procedente de uma viagem a Cuba.
A caminho de sua casa, com os fones de ouvido gritando alto a canção que tanto escutei essa semana, respirei fundo e senti o ar de São Paulo entrar por meu nariz. Não, não o poluído. Mas sim aquele que me fez sentir tão bem por 4 anos. Uma nostalgia gostosa. E por outro lado, estava feliz de estar em Madrid, de poder caminhar pela rua, levando uma grana alta no bolso, um Ipod no ouvido, sem ser irritado por alguém querendo levar todos os meus pertences.
Madrid é tão linda.
Depois de algumas horas estava proferindo essa frase a um amigo. Diante da Gran Via, olhei para um lado, para outro, vi suas luzes, seus carros passando, as pessoas indo cada uma para sua festa e falei (repetindo): Madrid é linda!
O ar daqui é tão bom quanto o de São Paulo.

quinta-feira, 27 de março de 2008

André Rossi

Olá, meu nome é André Rossi. Invadi o blog do Francisco, sem ele saber... mas cedo ou tarde, ele irá ler meu post. Pode ser que apague ou pode ser que deixe aqui, não sei.

Tenho 28 anos e sou ator. Já fiz teatro, televisão e cinema. Atuei em peças de William Shakespeare, Tennessee Williams e Mario Bortolotto. Fiz 3 novelas na Globo, uma na Record e... ok, fiz uma novela na Bandeirantes também. Entre os longas que fiz, estão "Meu Tio Matou Um Cara", "O Pagador de Promessas" e "O Exterminador do Futuro 2".

Sim, eu fiz uma figuração de luxo em Hollywood.

E, porque estou escalado pra atuar na continuação do sétimo filme do Harry Potter (como o personagem, crescido), que estou contando isso aqui. Que paguei esse mico em Los Angeles.
Mas tudo bem, porque agora já passou e eu, nos próximos cinco anos, terei que usar um óculos redondo e uma cicatriz na testa.

Bem, para todos aqueles que acham que esse post tem a intenção de ser engraçado, vão procurar o Te Dou um Dado? ou o Deu Zebra . Não tô aqui pra fazer piada da minha vida. Afinal, agora eu sou um bruxo!

domingo, 23 de março de 2008

a-há!

Faz muito tempo que eu ando procurando A Lôca de Madrid. Já é uma coisa que todo mundo sabe. As vezes, amigos do Brasil me perguntam: já encontrou? E a resposta era sempre negativa.
Há uma semana, eu desconectei de tudo que me ligava ao meu país de origem, pela única razão de que estou vivendo num país com cultura maravilhosa, gente bonita, ruas estreitas e charmosas, bares agradáveis e a possibilidade de andar na rua, com o fone no ouvido, as 3 horas da manhã e ninguém me encher o saco. E com esse desligamento, eu esqueci de procurar a minha balada preferida em São Paulo e decidi me divertir com o que eu tenho. Mas não é que eu, depois de 5 meses aqui, encontrei a casa noturna que realmente me faz dançar?
Chama-se Wind e todo sábado tem a festa Elástico (que eu, por possuir o Cartão Renoir, do cinema daqui, entro de graça até as 2 da manhã).
Música pop/rock em versão original, gente bonita do começo ao fim e ambiente agradabilíssimo.
Não é a boate da Rua Frei Caneca, mas dos 7 defeitos desta, a da Plaza Carmen não tem nenhum.
Simbora pra lá sábado que vem, nêgada!

"Va suceder, el verano del amor!"
La Casa Azul, "La Revolución Sexual".

sábado, 22 de março de 2008

amor.

O mundo sabe que eu vivo por amor.

E ele também sabe eu gostaria muito de escrever sobre esse assunto tão recorrente na minha vida, aqui. Mas acho que não vai rolar, então...

Saco.

sexta-feira, 21 de março de 2008

cachaça!

Faz três dias seguidos que eu acordo com uma tontura. É como se, quando eu inclino a cabeça para o lado, meu cérebro desse uma balançada e voltasse ao normal. Andando ali pelo metrô, eu as vezes dava uma cambaleada, como se tivesse bebido litros de álcool na noite anterior.
Sexta-feira, 14 de março. Bebi sozinho uma garrafa de cerveja em casa, pra encontrar meu amigo italiano já um pouco alto e não gastar tanto na rua. No bar, virei um mini de cerveza e conhecemos um alemão, um canadense e um inglês. Esses dois últimos, na balada, nos ofereceu dois drinks e foi aí que eu parei. No banheiro da Boite, vomitando horrores. Enfim, passou...
Como LSD, existe flashback de bebida? Porque a tontura só veio três dias depois.
Agora, um médico tá vindo aqui (prometido pra chegar meio hora atrás) e vai me receitar alguma coisa.
Vamos ver se na sexta-feira, 21 de março, eu vou poder beber!