segunda-feira, 16 de junho de 2008

balança.

Tô cansado de jogar FreeCell, de ouvir as mesmas músicas, de ver pessoas iguais nas baladas, de não ter inspiração, de não estar apaixonado. Fatigado de não ter forças pra levantar meu braço pra arrumar meu quarto. Dar um jeito na minha vida.
Não quero ficar esperando a sorte bater na minha porta, porém algo poderia tocar a campainha.
É tão difícil assim conseguir um emprego, ter meu dinheiro?
Aborrecido das coisas não darem tão certo quanto eu imagino que mereço. Porque eu sou digno de receber muitas coisas, depois de tudo o que eu passei (sem querer ser prepotente, sai da minha sala)... digo, na depressão que eu me encontrava há uns meses.
Tem uma letra de uma banda aí brasileira que diz: "os deuses vendem, quando dão, melhor saber". E apesar de não ter exatamente o sentido que eu quero passar, eu acredito numa filosofia que pode ser lida através dessas palavras: tudo que acontece de mal pra gente, uma hora passa algo bom, pra balancear. Se "x" coisas ruins te acontecem, "x" boas também vão aparecer.
Aí, fica minha pergunta: ONDE ESTÁ A INCÓGNITA BENIGNA?

Oi? Alguém avisa que Europa não é a Disneylândia? Beijos.

P.S. - Cansado também de não poder falar sobre minha vida pessoal nessa porra. Saco.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

alex turner.

Não vou dizer nada que me comprometa, afinal, minha mãe não deixa. Então, mostro um video e peço pra que todos assistam, vocês vão me entender.



The Last Shadow Puppets - "The Age Of Understatement".

E aí?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

tiago bianchi.

Um pouco mais de um mês atrás, coloquei a enquete do Thiago/Tiago.
Era para durar uma semana, mas como esse tempo passou e tinha, sei lá, 2 votos até então, decidi prorrogar e deixar por 30 dias. E não é que uma multidão de 16 pessoas votou?
Claro, o resultado foi meique óbvio. Com H ganhou.

Eu quero ter um filho só. Nem mais, nem menos. E que seja menino. E chame Tiago.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

quentin.

Eu adoro quando eu aprendo cinema assistindo cinema.

François Truffaut, com sua linguagem metalinguística, me mostrou os bastidores de uma filmagem com seu, para mim o filme da minha vida, "A Noite Americana".
Jean-Luc Godard, com seu jeito teórico, também colocou película dentro de si mesma no ótimo "O Desprezo", longa com um dos planos mais bonitos que eu já vi: Brigitte Bardot, óculos escuros, mar.
Cito os dois da Nouvelle Vague para falar de um terceiro, contemporâneo e que talvez não tenha nada que ver com esses dois, que, mesmo tendo estudado a sétima arte na videolocadora que trabalhava, me ensina muito quando vejo qualquer de suas obras.

Quentin Tarantino.
Essa semana vi as duas partes de Kill Bill, pela enésima vez. Aqui não há encenação de rodagem em nenhum frame, porém, com todas as suas citações (de western, de japoneses, de drama, de comédia) ele faz um filme com tanta unidade e tudo acaba se encaixando tão perfeitamente.
Eu tenho impressão de que, quando ele estava escrevendo o roteiro, ele psicografou cada frase de algum deus lá em cima. E uma das coisas que eu mais gosto de ver, quando assisto a seus filmes, são os diálogos certeiros. Combinando isso com seu talento para dirigir todos os atores e escolher os melhores ângulos para colocar sua câmera e claro, a trilha sonora que eu sempre me pergunto: onde diabos você encontrou uma música tão perfeita?
Sem contar que ele parece ser um cara tão legal, esse Samuel Rosa ianque.

Entre os poucos diretores que eu realmente gosto, ele certamente tem seu lugar garantido. Sentado ao lado dos dois citados acima.

sábado, 31 de maio de 2008

milhão.

Eu tenho que resolver minha situação financeira. Quero começar a trabalhar logo e ter meu próprio dinheiro. Me independizar e emancipar.

Com esse pensamento na cabeçam, esses dias eu tive um sonho. Enquanto dormia, as imagens que vinham durante a noite eram de um show da Madonna, eu e alguns amigos. A gente estava escolhendo o melhor lugar para ver o concerto e, de repente, a loira começa a passar o som. Eu fui, como quem não quer nada, até a beira do palco e gritei: "Madonna, ei, me dá um milhão de dólares?"(Ela até abaixou, porque não havia ouvido e perguntou: "Quê?". Eu: "É seu troco de mercado, só um milhãozinho, vá")

Eu tenho um projeto que consiste em conseguir os emails pessoais de ricaços e mandar uma mensagem pedindo essa quantia. Afinal, na conta bancária deles, que um milho grande fará de diferença?

ventoinha.

Nos tempos de modernidade, ficar sem computador é estar alheio a tudo que se passa no mundo. Eu não sabia o quanto era dependente de tão pequeno aparato. E não sei se tenho raiva de mim, por quase não conseguir sobreviver ou da pobre ventoinha que insiste em não funcionar mais.

Até quando ficarei sem poder ver a tela brilhante do monitor do meu querido e velhinho ordenador?

Como diria o assunto de um email enviado a uma amiga: "Y ahora, José?"

quinta-feira, 22 de maio de 2008

coisa normal.

Madri é uma cidade tão linda.

Todas as vezes que ando por ela, vejo as coisas como se fosse a primeira vez. Há tanta coisa para descobrir. Tantas ruazinhas, tantos becos, tantos prédios. E mesmo que eu passe pela mesma via mil vezes, por exemplo a que eu moro, não me deixo tomar por a experiência já vivida e me surpreendo com o que consigo enxergar. Já falei, sou empirista.

Lembro que quando cheguei na Itália, em um já longínquo setembro de 2007, estava com o casal que me ajudou a fazer a cidadania. Caminhávamos em frente ao grande Castelo de Milão. Seus milhões de tijolos fazem esse edifício (no original Castello Sforzesco) uma grande obra do homem. E se espanta quem chega ali e vê essa grande morada de um rei.
Ele (com um ar de prepotência) - Ah, esse castelo pra gente, que vive aqui, já é coisa normal.
Eu (retruquei) - Como pode ser normal? Não se pode acostumar com as coisas assim.
Me recordo que fiquei orgulhoso de mim. E até hoje, acredito no que eu disse. Das trilhones de vezes que tive que voltar pra essa maldita cidade, passei diversas vezes por essa construção e nunca me pareceu comum, sempre a vi com olhos diferentes em cada vez.

Madri, para mim, nunca vai ser "coisa normal".