quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

rosa.

Hoje é treze de janeiro de dois mil e dez. Quarta-feira. Estou no escritório, onde trabalhei bastante o dia todo. Primeiro post no blog, para que eu, no final deste ano, olhe para trás e veja o que mudou. Nada de Facebook (há dois dias deletei minha conta), um pouquinho de Gtalk e quase não naveguei pela internet. Nos únicos minutos que falei com alguém, só levei na cara. O mesmo aconteceu ontem e segunda. Frases do Diego, da minha mãe, da Luanne...

Um bombardeio.

E tudo o que eu mais preciso agora é de somente uma flor. Alguém me atira uma no meio de tanta explosão?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

fábulas (8).

Da série "Pequenas Fábulas e Suas Bobas Morais":



Laura Schnaider decidiu fazer aulas de trapézio. O grande problema é que ela morre de medo de altura. A garota, que mora no último andar de seu prédio, já que era o único lugar vago, não sai nem na pequena varandinha com grades que seu apartamento possui, tamanha é sua vertigem. Logo, imagine você a paúra que ela sente ao estar suspensa só pelas suas mãos. Mas ela quer vencer isso. Tomou coragem e chamou um exorcista.

Laura Schnaider, em uma vida passada, foi um trapezista suicida.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

nina.

Decidi ouvir Nina Simone, depois de conversar com o Diego sobre relacionamentos, com a Laura sobre a vontade de ficar na cama e com a Tatiana que não conseguia fazer um video funcionar.

Com um fone na orelha e outro para fora, porque eu tenho que estar atento se alguém fala comigo no escritório, comecei a ouvir o instrumental de sua música e três minutos depois, nada da bela voz da negra americana.

Coloquei o outro fone na orelha e ele está quebrado. Quer dizer, sendo todo o album em estéreo, não posso escutar sua protagonista.

Que fazer?

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

chôu: arctic monkeys.

Um concerto compacto, sem muitas interrupções nem interações com o público. Rápido e eficiente, cumprindo a que veio. Foi assim, resumindo em algumas frases, a segunda apresentação da banda Arctic Monkeys em Paris no dia 6 de novembro, no Le Zenith, para promover seu terceiro disco, "Humbug".

As cortinas se abriram por volta das 9 horas da noite, revelando toda a banda que começava a tocar a oitava música do último album: "Dance Little Liar".

Só fazia parte do cenário a bela iluminação feita com refletores, que tomavam uma posição a cada faixa, por trás dos músicos. Havia também o grande refletor frontal, usual em shows de grande porte, que provocava a sombra deles em um tecido branco no fundo do palco. E nas laterais, dois telões em formato retangular vertical mostravam o que acontecia, de perto, para aqueles que estavam longe. Diga-se de passagem que as imagens ali mostradas tinham dois tons de cores que mudavam acompanhando a luz do cenário vindas de câmeras de vigilância instaladas perto da banda.

Como já foi muito falado, a banda vem amadurecendo, "Humbug" é um disco mais sóbrio, mas duro e menos feliz que os dois anteriores e aqui, eles se apresentam com o cabelo na cara, escondendo o olhar, não querendo mostrar que viraram adultos. O show apresenta 9 canções novas e 10 de "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not" e "Favorite Worst Nightmare". Pontos altos em "I Bet You Look Good On The Dancefloor", talvez a mais conhecida da banda; "Do Me a Favour", com seus belos versos; e "Secret Door", uma balada roqueira que, em sua metade, durante a apresentação, recebia uma explosão e uma chuva de papéis, lindo.

Senti falta de "The Bad Thing", do segundo trabalho e da faixa mais dançante dos macacos: "Dancing Shoes", saí de lá, com meus calçados para dançar frustrados.

Um bom show, contrário do que me diziam, que os Arctic Monkeys não eram bons ao vivo. São secos, rápidos, mas competentes. Frios, como bons macacos do ártico.

Setlist:
1. Dance Little Liar
2. Brianstorm
3. This House Is A Circus
4. Still Take You Home
5. I Bet You Look Good On The Dancefloor
6. Sketchead
7. My Propeller
8. Crying Lightning
9. Dangerous Animals
10. The View From The Afternoon
11. Cornerstone
12. If You Were There, Beware
13. Pretty Visitors
14. The Jeweller's Hands
15. Do Me A Favour
16. When The Sun Goes Down
17. Secret Door
Bis:
18. Fluorescent Adolescent
19. 505

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

foda.

Só queria deixar claro que, ainda que seja um comentário completamente sem lugar e até anacrônico, e eu penso que devo começar a educar meus queridos leitores, Roberto Carlos é foda. E quem não acha isso que se foda! Obrigado.



UPDATE: E o Caetano também (que é o maior cantor-compositor do Brasil e tenho dito!).



(mudando o nome do blog pra "pé na música")

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

e o vento levou.

Ai de quem negar que ela é uma das atrizes mais interessantes, bonitas e sexys do mundo. Com sua boca carnuda e seus, geralmente, cabelos loiros, já trabalhou com diretores consagrados como Woody Allen, Sofia Coppola, Christopher Nolan, Brian de Palma e claro (/ironia) Michael Bay (o culpado por "Transformers"). E isso tudo porque ela (ainda) só tem 24 anos.

Scarlett Johansson tem 34 filmes no currículo. E o próximo será a continuação do sucesso de 2008, "Homem de Ferro 2", onde aparece com uma cabelereira ruiva, interpretando a Viúva Negra.

Porém, para não fugir nunca mais do eterno tema, venho aqui pra comentar sobre a estrela de cinema não, quero falar da sua carreira musical.

Scarlett lançou o disco "Anywhere I Lay My Head", no ano passado, com músicas de Tom Waits. Ouvi uma ou outra vez e não gostei muito. Mas resolvi dar outra chance à nova cantora escutando "Break-Up", que ela gravou com Pete Yorn. E a maioria das faixas, todas compostas por ele (com exceção para um cover de Chris Bell, "I Am The Cosmos", de 78), me cativaram. Tem alguma coisa na voz de Scarlett que usa todos os atributos físicos e mesmo os dramáticos dela.

Destaque para esta:


Ela só precisa ter uma pouco mais de atitude, onde está toda a sua desenvoltura, hein, Scarlett?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

horchata.

Horchata é uma bebida feita de chufa, uma planta que dá na Espanha, nos arredores de Valencia, a única cidade grande e turística que eu visitei quando morei naquele país (tirando Madri, claro). Minha tia morava lá, fazendo doutorado em Espeleologia e eu fui visitar algumas vezes.

Porém, a primeira vez que eu experimentei desse líquido que parece um pouco leite, porém de origem vegetal, foi na capital espanhola mesmo, em julho de 2008, naquele calor infernal da "meseta", apresentado pelo "horchato" Diego Bacaicoa: "hum, que rica la horchata!"

É uma bebida para provar. Ou você gosta ou você detesta. E se você quer mais, corre o risco de enjoar.

E agora eu estou aqui, numa terra que não tem horchata e me bateu uma saudade. Ah!

Falei tudo isso, para não fugir da tradição e continuar também apresentando as primeiras músicas de trabalho dos futuros cds de gente que eu gosto.