quarta-feira, 10 de junho de 2009

discos.

Em maio foi sancionada uma lei aqui na França que condena com um ano de distância a internet todos aqueles que fizerem downloads ilegais. Me parece que vai entrar em vigor em setembro. Bem, até lá, eu tenho 2 meses antes de começar a pedir para os amigos na Espanha e no Brasil me enviarem cds gravados com os arquivos que eu quero.

E, depois de passar um pouco o vício na Lily Allen, estou escutando bastante três bandas inglesas (que, claro, eu baixei os cds) e coloco aqui os links de download de seus respectivos albuns.

Late of the Pier - "Fantasy Black Channel" - download
Apesar de formada em 2004, só gravou o primeiro trabalho em 2008. Tem uma influência electro com rock. A música que eu mais gosto, no momento, tem um clipe com estilo caseiro e um riff como refrão bem pegajoso: "Space and the Woods".
Como identificou o Bruno, é uma mistura de MGMT com Franz Ferdinand.

Friendly Fires - "Friendly Fires" - download
Também lançou o disco no ano passado, quase na mesma época (a de cima em agosto e essa em setembro), se parecem quando usam o eletrônico como base. O que eu gosto nessa, principalmente na faixa que abre o album, é o uso de percussão. Sem contar que tem uma música chamada "Paris" que o vocalista Ed Macfarlane canta que um dia vai viver nessa cidade (mal sabe ele que não é toda essa maravilha que pintam por aí).

The Rumble Strips - "Welcome To The Walk Alone" - download
Vejo essa como a mais artística, abusando de melodias bonitas. A voz do Henry Clark parece um pouco de Robert Smith, do The Cure. E um outro instrumento pouco usado em bandas de rock (como os tambores no grupo de acima) é o naipe de metais, que dá um toque leve. "Daniel" e "Back Bone" são os destaques.

Nunca fui disso, de disponibilizar troca de arquivos. Por um lado sou contra, afinal acho que artistas têm mais é que ganhar dinheiro, mas aí que está, com venda de cds, quem ganha é gravadora. Enfim, se não fosse por baixar arquivos, não teria chegado a mim muitas coisas boas, então, deixe chegar a ti essas que eu te sugiro e comente o que achou.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

pá direita.

Tenho reclamado muito, eu sei. Mas é praticamente impossível não me queixar, morando na cidade do mau humor.

Paris é linda. Não há como negar. Porém, o mesmo não pode ser dito da personalidade de seus habitantes. Depois de voltar de Amsterdam, Holanda e ver que os dutchs são um povo alegre, acolhedor e calmo, acostumar-se com a rotina parisiense é muito difícil. As pessoas aqui são realmente blasés, chatas e constantemente com a pá virada 24 horas por dia.

Um exemplo disso é a zeladora do prédio onde fica a agência que eu trabalho. Todos os dias, eu chegava de manhã e (mesmo se eu não estivesse de bom humor) abria um sorriso e lhe dizia "bonjour", ela sempre me respondeu com uma cara fechada e séria. Até hoje, que eu me peguei fazendo a mesma coisa, dizendo o "bom dia" em sua língua com o mesmo semblante sem vida.

Por favor, senhor, não me deixe influenciar por esses franceses insuportáveis!

(Update: Ontem, estava na porta do prédio e vi que essa senhora ia sair. Abri gentilmente pra ela sair e, pela primeira vez em 3 meses, vi ela sorrir e agradecer.)

quinta-feira, 4 de junho de 2009

direitos.

Minha amiga Luanne Araújo esteve há pouco em Londres e me enviou essa foto da revista New London editada lá.

(Errata - na verdade, eu não sei se é editada lá... as palavras escritas na capa estão em francês e a manchete da foto diz: "Eu estou sufocando em Paris! Para mim, o ar de Londres!" - bem o que se passa aqui comigo agora.)

Sem querer achar que o mundo gira em torno do meu umbigo, mas... como eu fiquei muito tempo com essa foto no Facebook, não duvido nada que alguém tenha visto e reproduzido. Até o moletom tem a mesma cor, cara.

"Luanne, liga lá na redação e pede nossos royalties."


Né não?

quinta-feira, 14 de maio de 2009

infelicidade.

O cartaz é até bonito. Mas, entrando pro hall de nomes como "Meu Primeiro Amor 2", o desse filme é bem infeliz, hein...


Ok, é uma música do Erasmos Carlos, mas né? Poderiam ter escolhido outro trecho da letra do Tremendão.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

chôu: lily allen.

Difícil seria fazer uma crítica do show, colocando de lado o fato de eu ter viciado em sua música. Mas por sorte, eu não sou desses que fecha os olhos e, mesmo gostando muito dos dois cds da cantora, algumas coisas não me agradaram e claro, outras foram incríveis. Na verdade, eu tenho que confessar que a minha necessidade de ir a um concerto, onde as canções são tocadas no momento, era tão grande que, quando eu soube que a Lily Allen vinha se apresentar em Paris, eu conhecendo somente uma música sua, decidi que iria escutar todo seu repertório para, se eu gostasse, talvez ir à La Cigale, mesmo estando esgotado. Tentei a sorte e deu certo.

Consegui ingresso através de uma mensagem que deixei no Last.fm, uma menina viu e me vendeu.

Depois de um atraso de uma hora e meia, entre isso, um DJ vaiado, Lily entrou no palco, cantando "Everyone's At It", a primeixa faixa do segundo album da cantora "It's Not Me, It's You". Seguiu com duas músicas não conhecidas deste mesmo trabalho e continuou nesse clima de homogeniedade até alcançar uma hora de show.

Ao mesmo tempo que Lily, com sua blusa preta, sem sutiã mostrando o bico do peito, é fofa e se mostra simpática a maior parte do tempo, em outro não inova e cada canção parece repetitiva mesmo quando são melodias completamente distintas.

Não há pirotecnia e não é um grande espetáculo, como suas companheiras de trabalho costumam fazer, o que é uma vantagem, já que privilegia sua voz que, apesar dos 3 ou 4 cigarros que ela fumou durante a apresentação, não desafinou em sequer um momento. E uma grande qualidade de Lily é manter um pequeno sorriso enquanto canta suas composições, o que mostra uma grande felicidade de estar ali e isso é passado para o público.

Pena que tudo isso não é suficiente e o show se torna arrastado em suas duas primeiras partes, até ela começar a cantar "Not Fair", que aqui perde muito sem a ajuda das backing vocals na gravação original, seguida de "Fuck You", a primeira a realmente empolgar a platéia, todos com o dedo médio levantado pro alto, pena que se tratava da última música.

Claro que para o bis, ela voltou, com talvez seus dois grandes hits: "Smile" e "The Fear". Mas é engraçado notar que a canção que mais levantou o público não é sua e sim a versão de "Womanizer" de Britney Spears. Pelo menos, alguém realmente canta essa música, já que a princesinha do pop, em sua "Circus Tour" nada mais faz que dublar.

Em um resumo geral, Lily Allen não segura um show inteiro sozinha, ainda falta um pouco mais de experiência em suas apresentações, mas pelo menos, ela está dando a cara a tapa, o que já merece o ingresso.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

regravações.

Ultimamente eu tenho escutado bastante a Lily Allen, talvez porque eu tenha decidido com a teimosia advinda do meu signo, que eu vou ao seu show, no dia 6 de maio, mesmo estando esgotado. Vou até a porta tentar ingresso, já que no show do The Last Shadow Puppets eu consegui pelo mesmo preço da bilheteria com o cambista.

Escrevi tudo isso para dizer que a cantora, como todos sabem fez uma versão de "Womanizer", da Britney Spears (música do momento, todo mundo cantando e gravando) e eu sempre quis redigir um post com as versões que eu mais gosto.

- Essa já é uma canção antiga, porém continua muito boa, chamada "SexyBack" do Justin Timberlake e o Rock Plaza Central gravou transformando num folk meio triste com um corinho de fundo.

- Alex Turner mostra que adora cantar músicas dos outros quando gravou "You Know I'm No Good" da Amy Winehouse, com seu grupo Arctic Monkeys. Com sua voz fascinante e charmosa e fazendo um eu-lírico feminino (que muitos cantores, como Samuel Rosa em "Beleza Pura" do Caetano Veloso, não teve coragem de fazer).

- De novo, Turner, agora com os Puppets, acompanhado de Miles Kane, soltou a voz em uma releitura de um hit da Rihanna: "S.O.S.". De novo, não se importando com sua masculinidade, o que mostra que para ele a arte é mais do que os valores morais.

- Logo, a cantora negra que ouviu os roqueiros gravarem um cover de sua música, fez uma apresentação ao vivo, no Fashion Rocks 2008, de "Vogue" da Madonna. Com toda sua fantasia carnavalesca, legalzinha, mas que não acrescentou nada à original.

E para terminar, claro que há muito mais regravações incríveis pipocando por aí, mas eu deixo um video de três cantores, Mia, Usher e Whitney Houston, soltando a voz numa homenagem ultra especial ao Rei do Pop Michael Jackson, em "Wanna Be Startin' Somethin'".

E depois do show da Lily, eu faço um post review dizendo como foi... boa escuta pop!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

ela.

Citando o início de "Os Incompreendidos", do muitas vezes citado aqui François Truffaut, quero dizer algo: uma das razões de eu amar estar em Paris é o fato de que as vezes estou caminhando pela rua, assim, como quem não quer nada e no vão entre dois prédios a vejo, linda e exuberante, ela, só ela, o símbolo máximo da cidade, do país, do continente e talvez do mundo. E levo um susto tão bom que me enche de felicidade por dentro.

E pensar que esses parisinos tontos e chatos já se acostumaram e nem reparam mais em sua magnitude. Pufff!

Ainda bem que o meu xará cineasta nunca cansou dela e fez esse início simples, porém cheio de significados, para seu primeiro filme.

Viver em Paris é ser observado todos os dias pela Torre Eiffel.