terça-feira, 8 de julho de 2008

amor e a cidade.

É engraçado como a vida nos coloca em caminhos e parece rir deles na nossa cara. Mas isso é só um ponto de vista. Ela pode estar simplesmente querendo mostrar que nem tudo é uma grande tempestade em copo d'água.

Hoje, recebi meu pagamento por ter trabalhado. Decidi ir ao cinema, ver a adaptação cinematográfica de uma das únicas séries que eu vi do começo ao fim, no nome daqui: "Sexo En Nueva York" (a.k.a. "Sex And The City").

Semana passada, ocorreu em Madri a semana do Orgulho Gay. Começando na quarta-feira e chegando ao fim no domingo. Em meio a baladas e festas pela cidade, onde eu me diverti como nunca, fiquei bêbado, quase casei e mudei, vi show de graça, assisti o clipe da música que eu mais gosto atualmente e milhões de outras histórias, eu terminei um projeto pessoal que há muito escrevia. É uma peça de teatro. Autobiográfica. "Bidu". Mostrando um alterego feminino, em um monólogo, passando pelas dificuldades de ter um amor a distância e superando o fato de estar separada de sua pessoa. Ela sou eu. Eu sou Ela. A minha obra conta como foi a evolução do que eu sinto pelo Pedro.

Hoje, eu vi "Sexo e a Cidade" e saí de lá, no horário local, depois da meia noite, dia 8 de julho. Dia que o Bidu, em questão, faz 24 anos. Entrei no cinema, decidido em não enviar, não contar, não ligar, não interagir, não contactar... Saí do cinema, decidido que houve uma mudança em mim. Acabou o sofrimento. Eu vomitei tudo de mal que sentia. Agora, tem uma sensação boa de ter dividido três anos e meio com uma pessoa que tá guardadinha aqui dentro do meu coração.
Pois, aqui fica meu desejo de Feliz Aniversário. O email pronto pra ser enviado com o documento do Word em anexo, afinal aqui já é o dia de seu nascimento.

La vida nos pone en varios senderos y en ellos, muchas personas vienen y van... y ahora estoy aqui quierendo convertir, los campos en ciudad, mezclando el cielo con el mar con tanto amor para regalar que, con certeza, no me faltará gente para entregarlo.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

chôu: the ting tings.

Depois de descobrir que haveria um show do The Ting Tings aqui em Madrid, no Ocho y Medio (que é uma das baladas mais legais daqui) e de graça, fiquei ansioso.
Duas semanas antes, passei na frente de lá e vi um único flyer do concerto no chão, e para entrar era preciso entregar esse papel no dia. Mas tudo bem, porque depois, no Elastico, eu encontrei muitos outros.

Fui com meu (novo) companheiro de apê e uma colega da escola. Ficamos uma hora e meia na fila, com receio de que ia lotar e a gente não poderia entrar. Mas conseguimos.

O show foi bem curto, menor que o tempo de espera, mas valeu a pena. Apesar do calor que fazia lá dentro, por causa das 459 pessoas respirando, deu pra cantar e dançar. Os dois únicos integrantes da banda cantaram os três sucessos e mais umas 4 ou 5 do primeiro álbum.
Katie White (voz, guitarra e contrabaixo) é linda, apesar de ser um pouco antipatica. Ficou na dela, num fez comentários, nem nada. Imagino que seja porque estava um forno aquele lugar e além disso, o povo fumava muito. Coisa que qualquer um que seja de outro lugar da Europa, não está acostumado.

Jules de Martino, que toca bateria e faz uns coros, já é um pouco mais amigável. Falou umas palavras em espanhol e chamou a platéia.

O único problema do concerto é que no bis eles cantaram a última música do disco, que nem é tão boa. Eu preferiria que eles não tocassem "That's Not My Name" durante a parte regular e voltassem com essa, que seria para levantar a galera.

Curto, porém divertido.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

oh! - an understanding of ourselves.

Li no blog da Alessandra (a.k.a. Lelê) do famoso Te Dou Um Dado?, como escolher ao acaso o nome da sua banda, o título do álbum e também a foto da capa.



Então, vou fazer o meu.
1 - O título desse verbete aleatório da Wikipedia. Nome do grupo: Oh!.

2 - As quatro últimas palavras da última frase dessa página de citações randomizadas. Título do disco: An Understanding Of Ourselves.

3 - A terceira foto dessa página de interessantes do Flickr. Capa do disco:

moderneo.

Eu me considero moderninho, porém, com a declaração que eu vou fazer, se você quiser me tirar desse nicho, sinta-se a vontade.
Eu detesto música eletrônica.
Tá, não toda ela. Tem umas vertentes que eu acho legais, como o electropop. Mas a maioria, pra mim, é de querer morrer.

Tanto é que, sexta passada, eu fui com dois amigos em uma balada de... hm... ahn... House? A gente só entrou, porque era a única coisa grátis que tinha no horário. Ficamos 2 minutos e já estávamos completamente encharcardos de suor de tédio. Aí que (claro, eu) tive a genial idéia de cantar músicas conhecidas com o bate-estaca. Deu super certo, rendeu mais uma meia hora de balada. Ficadica.

Modernetes, quero ver quem vai me falar que eu traí o movimento.

taniko.

Minha contabilidade de quantas apresentações eu vi d'"Os Sertões", do Teatro Oficina.
A Terra - 15 vezes.
O Homem I - 30 apresentações.
O Homem II - 10.
A Luta I - 2 ensaios
A Luta II - 1/2 peça.

Hoje, no site da UOL Diversão e Arte, tem um link pra um album de fotos da nova peça do Oficina, "Taniko", que homenageia o centenário da imigração japonesa ao Brasil. Abri, porque, além de outro dia ter visto fotografias de outra obra de Zé Celso Martinez Correa, "Vento Forte Para Pagapagaio Subir", eu gosto de ter esse sentimento de nostalgia, afinal, esse Teat(r)o me traz recordações fortes, sejam boas ou más.
Por um lado, ter visto a adaptação de Euclides da Cunha 57,5 vezes me fez crescer como pessoa, como ator e também não ter preconceitos com (praticamente) nada.
Por outro, me faz ter uma visão crítica acerca das escolhas do diretor e também de toda sua obra, já que não sinto a necessidade de ver "Taniko", porque as fotos me mostraram que é mais do mesmo. Claro que, se eu estivesse em São Paulo agora, eu iria assistir, porém não é uma coisa que eu me arrependa de não viver. Afinal, eu já provei todas as ondas (/A Terra) mais de cinquenta vezes e meia... o que as vezes me parece passar do ponto e isso pode ser percebido com meu auge na segunda parte e depois o decrescente em relação às peças seguintes.

Escrevi tudo isso e fui procurar quantas 6 horas de duração tinha a peça, quando me deparei com uma crítica do Sérgio Salvia Coelho (que já foi meu professor no Célia Helena e - diga-se de passagem - acho que num ia com minha cara, só porque eu dei um tapa na cara dele, num exercício de classe) falando da nova empreitada do Oficina. Bem, "Os Sertões" era tão grande, juntando tudo dava 30 horas de espetáculo, que o que o Sérgio escreve sobre "Taniko" se encaixa como análise de algum momento da saga anterior.
Então, continuo achando que novidade aí, não há.
Aliás, um dos preconceitos que o Zé Celso criou em mim é que teatro com mais de 1 hora de duração, não merece respeito. Assim que eu acho que ele sacou e... "Taniko" tem 60 minutos. Não, não... escrevi certo: mi nu tos.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

mocidade.

Caminhando por aí, as vezes você cruza três velhinhos que te olham, sentados em um banco do parque. Não é uma mirada de julgamento ou de desprezo, mas de curiosidade.
Eles lá com esse pensamento e eu fico intrigado:
- O que passa na cabeça deles ao ver um jovem de 23 anos (que modéstia a parte, parece menos) com camiseta amarela, fone de ouvido escutando música enquanto anda e grandes óculos de aro azul?

"Ah, essa juventude!"

chôu: la casa azul.

Sexta-feira 13. Show d'La Casa Azul. Grátis na festa de Santo Antônio de la Florida.
Convidei o Luis, colega da escola e amigo canário, e a Michal, ex-companheira de apê israelense. Nos encontramos todos em casa, pra beber. Na verdade, só eu que tomei um copo de vodca com coca. E aproveitei pra levar uma garrafinha de água cheia disso aí.
Saímos em direção ao concerto e chegando perto, percebi que já tinha começado. Ouvi, naquela multidão de ruídos, o refrão de "La Revolución Sexual". Saí correndo e me perdi do povo. Depois encontrei e me diverti muito no meu primeiro da banda.
Fiquei tão alegre (de vê-los e do grau de álcool) e cantei e pulei e falei com as pessoas e dancei... tanto é que veio uma menina me pedir um autógrafo no braço.
Eu: Oi? Não sou o Guille Milkyway.
Ela: Tudo bem, eu gosto da sua dança.
Eu: Ok.
E (acho que) escrevi meu nome lá.
Claro que ele cantou "Esa Noche Solo Cantan Para Mi" e foi só pra minha pessoa. Quis quase morrer, só não inteiro, porque queria continuar ouvindo.

(Repare na minha escrita, compare com qualquer post de dois meses atrás e perceba o meu nível de inspiração.)

Agora, dia 3 de Julho tem apresentação d'The Ting Tings, grátis também, no Ocho y Medio. Mais uma boa oportunidade pra repetir tudo outra vez. Ueba!