sexta-feira, 18 de abril de 2008

el pringao (dia 2).

(se não leu o dia 1, dá uma abaixada)

Hoje foi o segundo dia de filmagem do curta "El Pringao" (em português, "O Bocó"), dirigido por Carolina Contreras.
É um exercício enorme para o ator filmar algo em película. Claro, pra todos os envolvidos é uma grande experiência, mas quem está ali atuando diante da câmera tem que pensar em não mover sua cabeça demais para a esquerda, enquanto seu pé está pisando na marca do chão e, suas mãos pegam algo na estante e levantam a uma certa altura que entre no quadro. Tudo isso com o personagem sempre ali. E com uma grande pressão de não poder errar quando o rolo de filme estiver girando dentro da câmera e ela realmente estiver gravando (já que um centímetro de película custa uma fortuna).

Durante as filmagens, tinha uma vontade imensa de estar nos bastidores. Porém, é bom ser o centro das atenções. Quando todos estão te paparicando e querem que você esteja bem.

Ontem, no post anterior, eu prometi o final da história. "Pues... vá ser que si...", vai ficar como surpresa pra quando você assistir o filme. E pra não deixar promessas serem quebradas assim, faço outra pra poder cobrir essa e cumprir a nova. Colocarei fotos dos dois dias de filmagem no flickr. Hoje eu tentei pegar as fotos que estavam na máquina de uma das meninas da direção de arte, mas não rolou. Mas vou fazer o máximo pra consegui-las.

"Dejalo, tio... ya estoy harto!"

quarta-feira, 16 de abril de 2008

el pringao (dia 1).

Meu nome é Gonzalo.
Eu tento, eu vou atrás, eu me esforço... mas nada dá certo pra mim. Eu não sei o que me acontece.
Hoje, meu tio me mandou buscar umas azeitonas pra ele e veio falando que eu só faço coisas erradas. Depois, num almoço de família, não tinha espaço na mesa dos adultos, tive que sentar com as crianças (e até me tacaram puré na cara!). Aí, fui num bar e até o garçom me zoou. Queria jogar videogame com meus amigos, mas eles falaram que eu sou um tapado e não poderia relar no controle. Aff!
Bem, depois de tudo isso, fui beber umas aí pela rua com uns colegas. Eles ficaram rindo de mim e eu fui embora puto, cheguei perto do carro e tinha uma multa, entrei e ele não funcionava, abri o capô pra ver o que era e quando fui fechar, prendi o dedo.
Como uma bola de neve, tudo isso me fez olhar pra uma loja e decidir roubá-la, pra mostrar pro mundo como eu posso, de alguma forma, ter sucesso em algum empreendimento. Peguei uma chave de fenda, parei em frente e quando estava entrando, tropecei...
(amanhã continua)

Filmando um curta pra uma estudante da escola Septima Ars. Chama-se "El Pringao".

segunda-feira, 14 de abril de 2008

india.

Outro dia aí eu tava em Verona, na Itália. Tá, faz mais de meio ano, mas ok. Conheci umas minas espanholas no albergue, que tinham acabado de voltar da Índia e me contaram que dá pra viver um dia inteiro - com comida, hotel, transporte, visita ao templo de Shiva, tour pelo estúdio de "Indiana Jones e o Templo Perdido" (quem vê pensa que foi filmado lá), yoga, túmulo do Gandhi, passagem pro trem de Darjeeling, meu, uma pá de coisa - gastando a fortuna de 1 (hum) euro.
Aí eu fico pensando que eu adoraria ir pra India por outros três motivos:
1) conhecer o Little Superstar.
2) descobrir se é verdade essa história do bebê de duas caras.
3) falar com a mina que tirou o posto da Joana Jote de menor pessoa do mundo. Cara, ela tem 58 centímetros.

Falando em India, India, India, eu me pergunto: por que todo indiano que passa por mim, tem cheiro de curry?

velhos no metrô.

Eu sempre cedo meu lugar ao idoso no ônibus e no metrô.
Mas aí, você se fode quando vai pra uma cidade tipo Milão. Tá, é legal fazer a boa ação dia, mas tem dia que, pôxa, você tá afim é de se largar no assento e ver a paisagem porque andou pra lá e pra cá sem parar (e como se não bastasse: debaixo de chuva). E como aquela cidade na Itália só tem geriátricos, fica difícil ser preguiçoso no trem.
Aí, você voa pra Madri, pega o metrôzinho ali no aeroporto mesmo e segue em direção a sua casa. Bem, essa cidade tem muito menos velhos que na outra citada ali em cima, mas as vezes tem um ou outro pra encher o saco, fazer cara de coitado e te tirar do banco.
Mas tudo bem, eu levanto de coração.
A grande revolta disso tudo é quando alguém quer intervir. Outro dia, eu tava num ônibus em São Paulo, sentado no banco ali na frente, antes de passar pela catraca, lendo um livro (detalhe: o assento não era reservado, nada de cabeceira amarelinha). Aí, uma velha entrou e eu nem me liguei. Tava entretido. Ouço: "A senhora quer sentar ali?". Um idiota se achando o dono da boa ação, apontando pra mim. Oi? E se eu não tenho um pé e você num viu? Oi? E se eu sou um cara de 73 anos tipo Angêla Bismarchi de tanta plástica? Oi? E se eu sou o homem-grávido? Hein? Hein?

Por isso, no transporte público de São Paulo, a única coisa que eu sinto falta são aqueles bancos em cor cinza no Metrô. Cara, é genial. Os véio tudo sentam lá e você fica livre de ter que se levantar, se estiver no assento marronzinho.



P.S. - Essa não é a razão do nome do blog.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

bomba atômica.

Quando eu fazia Célia Helena, tive aula com o Ruy Cortez. E em uma das classes, ele falou sobre o super-objetivo do personagem. Que seria a maior meta que a pessoa quer alcançar na vida e assim, tudo que faz é voltado para chegar lá.
Por exemplo: Luis quer ser presidente da República. Então, vai a festas de políticos com mulatas sambantes, aprende a fazer pequenos roubos sem ser notado e, bebe cachaça e come seu churrasquinho todo fim de semana.
Bem, eu acho que hoje eu decidi meu super-objetivo.

"Jogar uma bomba atômica em Milão."

Boa escolha, não? Lá vou eu cumprir meus mini-objetivos pra concluir o super: conversar com terroristas, aprender física e química aplicadas e fazer um plano pra seqüestrar um avião.
Quem diria que algo da aula do Ruy ia permanecer em mim?

segunda-feira, 7 de abril de 2008

planeta dos macacos.

Falando em cinema. Ontem, o ex-presidente da Assossiação Nacional do Rifle (americana) Charlton Heston faleceu. Ok, ok. Ele era ator também. Tá, tá. Mais respeito, o tio(-avô) tinha um Oscar por Ben Hur e atuou por aí no papel de Moisés.
Cara, ele fez algum filme-pipoca nos 80? Então pronto, preguiça. Eu que não vou ficar 17 horas vendo "Os Dez Mandamentos" só pra no final, ele levantar o braço e abrir o mar.
Enfim, tudo isso não é pra fazer homenagem, é pra reclamar.
Lá vai: por que diabos os otários da distribuidora brasileira d"O Planeta dos Macacos" (o original - eu ia escrever "o que ele atuou", mas o tataravô tava no do Tim Burton também) colocam uma foto do final do filme na capa do DVD? Por quê? Por quê?
Eu sempre odiei saber esse final e o filme nunca teve o mesmo impacto pra mim do que deve ter tido pro resto do mundo, que viu no cinema ou em países que não imprimiram estupidamente o clímax do filme. (Como prova, clica aqui e vê - se você já assistiu).
Seus maníacos, vocês estragaram tudo. Eu os condeno. Que Deus os condene todos ao inferno.

cinema-pipoca nos anos 80.

Nasci em 1985 e adoro essa década. Claro, é um pouco clichê nesses tempos gostar dos anos 80. Todo mundo já falou sobre eles. Já foram, entraram, saíram e voltaram à moda. Por isso, vou fazer um post bem específico.
Cinema.
Ando obcecado em assistir filmes do decênio das ombreiras e polainas. E são filmes que eu, já com minha idade "avançada" deveria ter assistido, afinal sou dessa época e já passei pela infância e adolescência.
Comecei com "De Volta Para o Futuro". Que genial! Vi toda a trilogia e esse longa de 6 horas de duração me fez arrepender de não ter visto antes, para poder rever agora e amanhã.
Assisti "Tootsie" também. Com Dustin Hoffman, encarnando Dorothy Michaels, a atriz que é melhor sucedida que o ator. A cara da Celine Dion!
Acabo de ver "Curtindo a Vida Adoidado". Cult adolescente. Filme de arte em High School (ou fora dela). Matthew Broderick no seu esplendor de charme. (Cara, eu ia escrever que ele só fez merda depois desse... mas dei uma iêmidêbêizada e ele fez a voz do Simba n"O Rei Leão", ok, respeito.)
E agora, pra talvez fechar o ciclo anos 80 (ou não), estou baixando os três Indiana Jones. Que, com certeza, você está lendo isso e perguntando: "Caraca, cê num tinha visto nenhum desses e num viu nenhum filme do Indy?"
Pois é, não vi. Mas já estou tirando o atraso... Oh, yeah! Chica-Chik-Ah!



"Curtindo a Vida Adoidado" ("Ferris Bueller's Day Off")
Direção: John Hughes.